domingo, 8 de janeiro de 2012

Estrada da Limeira. Garuva - Morretes


Dificuldade: 4
Natureza: 5
4x4: 3 com opção de 4
Notas que variam de 1 a 5






Sexta-feira pré ano novo 2012 em Guaratuba, chovendo como sempre. Uma pesquisa na Internet sobre trilhas na região e achamos o GPX desse caminho com algumas fotos. Não pensamos duas vezes. GPX carregado no iGo, cantil cheio, 25lbs nos Mud 33'' e partimos. Essa estrada era um antigo projeto de continuação da BR 101 que interligaria Garuva diretamente a Morretes, onde os caminhões poderiam chegar no porto de Paranaguá sem precisar subir a serra ou atravessar o ferry boat. Como o projeto nunca foi finalizado, a estrada ficou para atender as plantações de banana, palmito e arroz.
Esse trajeto foi um dos melhores que fizemos até hoje. Paisagens bonitas, muita natureza e opção de trilha mais pesada para carros preparados.





Fizemos o trajeto começando em Garuva sentido Morretes. No sinaleiro (único), pegamos a direita no sentido de quem vai para a BR101, logo em seguida começa a estrada de terra, com imensas plantações de banana. O trajeto é fácil e agradável, bem habitado no começo. Uma observação importante, principalmente para quem tem pickups, é baixar a pressão dos pneus, pois a estrada é muito esburacada. Tem postos de gasolina para recalibragem (caso não tenha compressor) nos dois lados da trilha.






A paisagem é bonita do início ao fim, e o que mais se destaca é a serra do mar, que acompanhamos durante todo o trajeto. A estrada fica exatamente no pé da serra.








O ideal dessa trilha é que seja feita com tempo, pois as paradas para apreciar as paisagens são constantes. Em todo trajeto notamos poucas vendas, botecos e afins. Ou seja, saia preparado, principalmente caso seu carro estrague por qualquer motivo. Talvez não seja fácil encontrar ajuda em alguns pontos da estrada.






Um pouco antes da metade do trajeto, encontramos um dos pontos mais interessantes do caminho, que é essa ponte reforçada com trilhos de trem. A conrrenteza é forte e esse é o maior rio que cruzamos no caminho. Aproximadamente 100m de comprimento e uma sensação única atravessa-la. Para chegar nessa ponte e continuar o caminho, deve-se prestar atenção no trajeto que está no final do post, pois é necessário sair da estrada, em uma conversão a esquerda. Seguindo sempre a estrada chega em um ponto final.



Seguindo em frente achamos que a diversão tinha chegado no limite, pois as paisagens começaram a ficar repetitivas. Mal sabíamos que a brincadeira mal havia começado. Após passar uma segunda ponte, essa de concreto, passei correndo por uma entrada, e por sorte resolvi voltar para ver o que era, pois ela estava alagada. Curiosamente como qualquer bom trilheiro resolvemos entrar, e encontramos a diversão realmente procurada desde o início. 




Logo após esse atoleiro chegamos demos de cara com um rio, e a trilha continuando para frente. Sem pensar duas vezes cruzamos o rio, com uma correnteza considerável e água chegando na carroceria. Estávamos no meio de várias trilhas, e sem saber exatamente onde levavam. 



Após isso foi só diversão, com algumas passagens novamente no mesmo rio, e uma trilha média entrando mato a dentro. Encontramos (não me pergunte como) um morador local andando por ali e ele comentou que a trilha chega no pé de um morro. Não fomos em frente porque estávamos sozinhos, e por mais que a emoção muitas vezes fale mais alto, dessa vez resolvemos ser prudentes. Ficamos brincando um pouco por ali, atravessando rio e andando na areia. Marquei o ponto exato no GPS para voltar lá com mais alguém, pois desconheço completamente as condições da trilha. 



Voltando para estrada principal, seguimos mais alguns quilometros, e a estrada começa a subir um pouco a serra, onde atravessamos por alguns pontos mais delicados, pois a estrada é toda argilosa e lisa, além de um desfiladeiro considerável do lado. Esse ponto é o mais desabitado de todo o caminho, e foi justamente ali que entramos numa fria.


Em uma pequena entrada, chegamos em um rio pequeno, mas sem saída do outro lado. Descemos do carro para dar uma olhada no local, e na hora de fazer a volta tive a brilhante idéia de faze-la perto do rio. Mas, ali era areia encharcada. A Ranger sentou e ficou. Ja descemos do carro pensando em cavar e colocar pedras em baixo. Mas com um pouco de raciocínio e calma, consegui tirar o carro do atoleiro. Foi por pouco. Na foto nota-se eu ali em baixo pensando "como fui fazer essa cagada?". Mas tudo bem, seguimos embora e chegamos na 277, próximo a entrada de Morretes. 

Acabamos voltando para a trilha no mesmo dia, pois a Alexandra-Matinhos estava parada por ser dia 30/12,  Sexta-feira pré ano novo.

Esse passeio está na lista para ser feito novamente, com mais participantes para seguirmos a trilha que claramente é de jipeiros. Vale a pena pois tem opções para carros 4x4 originais e preparados, com travessia de rios em vários níveis, atoleiros e ótimo contato com a natureza.



Arquivo GPX

Arquivo KMZ




Garuva - Morretes

EveryTrail - Find trail maps for California and beyond



Fotos:






















11 comentários:

Fernanda disse...

Adorei o blog!!!!

Rodrigo Tramutola disse...

Maaaaaaaaaaaaaaaassa!
Essa um dia irei fazer!

Letícia disse...

Passamos por essa trilha ontem sem querer e sem saber o que estava nos esperando. A pior parte é que não somos trilheiros e portanto, não temos experiencia nenhuma e nem carro preparado para isso, estávamos num prisma, durante a noite e com chuva, foi uma experiencia aterrorizante. Passar por aquela ponte toda escorada foi só a primeira parte do desafio, sem contar os inumeros rios que tivemos de atravessar. Enfim, foi a esperiencia mais eletrizante que tivemos.

Rubens Marques Pereira disse...

a população aguarda melhorias nas estradas para poder escoar melhor as produções em 30 km de estrada caminhões levam até 3 hrs de viagem
não é facil

Sergio Rodrigo de Medeiros disse...

Rubens, o pior é que já passamos uma segunda vez no mesmo caminho e em um ano não vi melhoria alguma na estrada. Definitivamente está esquecido pelo nosso governo.

male disse...

Estou indo no dia 30/03/2013, iremos em tres carros.

Sergio Rodrigo de Medeiros disse...

E aí amigo, o que achou do passeio? Que carros foram?

vini Mistura disse...

Show de bola o texto!
Sou de joinville, e observei essa trilha várias vezes no google maps, basta só convencer o meu pai que não gosta de sair em um jipe só, pra irmos nessa trilha.Temos um Troller e em breve faremos o trajeto!
Abrass e boas trilhas.

Sergio Rodrigo de Medeiros disse...

Obrigado pelo comentário Vini. Seu pai está certo, é sempre bom fazer as trilhas em mais carros. Essa particularmente pode ser feita em um carro somente, visto que é quase uma estrada. Apenas em algumas entradas para cruzar rios mais profundos e alguns atoleiros que fica complicado ir sozinho, mas o resto é tranquilo!

EMK2 Publicidade e Marketing Esportivo disse...

Passei dia 18.01.2014 por ela, está do mesmo jeito de 1 ano atrás quando passei da primeira vez, só nos riozinhos que estão fazendo ponte de concreto mas a estrada está igual.

Sergio Rodrigo de Medeiros disse...

Exatamente. Passamos agora em Janeiro pela estrada e realmente está igual. Apenas os rios próximos a Morretes não serão mais atravessados pela água, pois as pontes estão quase prontas. Já a entrada que leva a travessias mais agressivas, e atoleiros que ainda continua lá, intocado!

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